Sem serviços básicos, Uerj e UFRJ atrasam início das aulas


Sem serviços básicos, Uerj e UFRJ atrasam início das aulas

Maria Luisa de Melo
Do UOL, no Rio de Janeiro

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O início do ano letivo de duas grandes universidades do Rio de Janeiro está bastante conturbado. A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) adiou pela segunda vez o início das aulas do primeiro semestre por falta de limpeza em suas dependências. Houve atrasos no pagamento de uma firma terceirizada e, consequentemente, diminuição do número de funcionários. O mesmo aconteceu na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) que atrasou do dia 11 para o dia 23 o início do semestre.

Segundo nota emitida pela reitoria da Uerj nesta segunda-feira (9), cinco empresas terceirizadas estão com pagamentos irregulares, o que vem acarretando prejuízo na prestação de serviços. Faltam porteiros, ascensoristas, seguranças externos, motoristas, recepcionistas e auxiliares de serviços gerais. Alguns serviços contam com apenas 20% do efetivo.

Segundo a nota, não atrasar as aulas colocaria professores e alunos em risco, já que haveria "acréscimo de cerca de 30 mil pessoas/ dia nos campi da Uerj".

A decisão serve não só para os o campus da Uerj no Maracanã, mas também para o Colégio de Aplicação, no Rio Comprido (Zona Norte do Rio), e unidades da Baixada Fluminense, São Gonçalo e Região Serrana.

Conforme aponta o documento, uma das causas para o problema é a "grave crise fiscal que atravessa o estado do Rio de Janeiro". No final do ano passado, o reitor Ricardo Vieiralves informou que a instituição tinha dívidas de até R$ 23 milhões. Ele atribuiu o problema à diminuição de recursos obtidos pelo governo estadual, como a queda na arrecadação de ICMS e dos royalties do petróleo.

No caso da UFRJ (que teve o início das aulas transferido para o próximo dia 16), o problema é a irregularidade no pagamento da empresa Qualitecnica, que opera com número reduzido de funcionários. Na Universidade federal houve redução de quase R$ 60 milhões no orçamento da instituição no último ano.

"As unidades atendidas pela empresa Qualitécnica estão sendo prejudicadas pelo não cumprimento de cláusula contratual por parte da empresa, que deveria honrar o pagamento dos trabalhadores, mesmo sem repasse de verbas da universidade por até 90 dias", diz trecho da nota divulgada pela UFRJ.

Uerj ainda não pagou 621 bolsistas

Além dos atrasos no pagamento das empresas terceirizadas, a Uerj também está em falta com inscritos em duas modalidades de bolsas da instituição – a Pronatec (destinada a técnicos) e a Prociência (voltada para professores com produção de pesquisa reconhecida). O repasse de 621 bolsas deveria ter sido feito até o último dia 20. Passados 17 dias, no entanto, o pagamento ainda não foi realizado.

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